GAA realizou seu primeiro encontro de 2010

11 de março de 2010

O primeiro sábado de março marcou a retomada dos encontros mensais do Grupo de Apoio à Adoção do Instituto Amigos de Lucas.

O primeiro encontro do ano contou com vários participantes, muitos deles pela primeira vez no grupo. Na ocasião, as mulheres presentes foram homenageadas com uma linda mensagem e um “mimo”, pelo Dia Internacional de Mulher, 8 de março.

Devido ao feriadão de Páscoa, a próxima reunião do GAA será no dia 10 de abril.

Participantes do encontro de março

Participantes do encontro de março

primeiro encontro do ano contou com muitos participantes, muitos deles pela primeira vez no grupo. Na ocasião, a mulheres presentes foram homenageadas com uma linda mensagem e um “mimo”, pelo Dia Internacional de Mulher, 8 de março.
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Ninguém pode tirar de você…

7 de março de 2010

Ruth Cardoso, Marina Silva, Irmã Dorothy, Ana Nery, Maria da Penha, Zilda Arns, Irmã Dulce, Rozeli da Silva e Diza Gonzaga

…a força para transformar a vida,
…a esperança para realizar seus sonhos,
…a coragem de ser simplesmente você,
…a honestidade de assumir suas limitações,
…a capacidade de pedir ajuda,
…a disposição de tentar mais uma vez,
…a vontade de enfrentar desafios,
…a certeza de que a vida sempre vale a pena.

A todas as mulheres, uma homenagem do Instituto Amigos de Lucas no seu dia, 8 de março, e nos demais dias do ano.

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Polícia investiga suposta venda de recém-nascido no RS

4 de março de 2010

A polícia investiga a suposta venda de um bebê para um casal, em Gravataí (RS). Uma mulher de 35 anos teria vendido a filha de seis dias no começo desta semana após ter alta do hospital.

Segundo a polícia, o casal pagou os custos da gravidez da mulher desde o segundo mês de gestação e teria dado um valor adicional à mãe assim que o bebê nasceu. Uma estudante de direito da cidade é quem teria apresentado a mãe ao casal e também será investigada.

O Conselho Tutelar da cidade chegou ao caso após uma denúncia do hospital em que a mulher fez o parto. Médicos teriam ouvido a mulher comentar que iria dar a criança para um casal quando tivesse alta.

A conselheira tutelar responsável pelo caso, Jaqueline Langer, explicou ao G1 que a mulher só foi liberada pelo hospital após fazer o registro de nascimento da criança. “Isso foi feito para garantir que ela não entregasse o bebê para ninguém. A mãe nos disse que não doaria a criança, que isso era somente um boato, que poderíamos acreditar nela”, afirma.

Segundo a conselheira, uma visita foi feita à casa da mulher e foi confirmado que ela havia entregado a criança para o casal.

“Avisamos que o bebê precisava aparecer, senão ela poderia ser presa e perder os outros filhos que tem. Ela ficou com medo e resgatou o bebê de volta”, afirma Jaqueline.

“No entanto, no dia seguinte recebemos denúncia de que a mulher teria entregado o bebê novamente para o casal. Visitamos a residência dela e não encontramos a criança. A mãe foi avisada que teria apenas uma hora para trazê-lo de volta. A delegacia foi acionada e começou o processo de investigação do caso”, disse a conselheira.

O Conselho Tutelar fez a apreensão do bebê e o encaminhou para um abrigo da cidade. “Quem irá determinar o futuro da criança será o juiz”, afirma Jaqueline.

De acordo com o chefe do Setor de Investigações responsável pelo caso, inspetor Fernando Casagrande, todos os detalhes serão analisados. “Será investigado se esse caso foi esporádico ou se há um esquema de tráfico de crianças. Todos os envolvidos serão indiciados, inclusive a estudante de direito, que ainda não foi ouvida”, afirma Casagrande.

Fonte: G1, 04/03/2010

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As reuniões do Grupo de Apoio à Adoção estão de volta!

1 de março de 2010

O mês de março marca a retomada dos encontros do Grupo de Apoio à Adoção do Instituto Amigos de Lucas.

Sábado, dia 6,  será dia de falar de amor, família, companheirismo, amizade e, sobretudo, de falarmos de esperança, pois teremos nossa reunião mensal do Grupo de Apoio à Adoção.

Os encontros são abertos à comunidade.

Local: Pão dos Pobres -  Rua da República, nº 801 – Bairro Cidade Baixa
Horário: 9 horas da manhã

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As inscrições para o Apadrinhamento Afetivo 2010 em Porto Alegre estão abertas!

10 de fevereiro de 2010

Você pode fazer alguma coisa por uma criança. Não um só dia, mas o ano todo, a vida toda… Estão abertas as inscrições para a IX Turma do Programa de Apadrinhamento Afetivo para Crianças e Adolescentes de Abrigos de Porto Alegre.

Apadrinhamento Afetivo

Apadrinhamento Afetivo 2010

A previsão é de que em 2010 tenhamos duas turmas de apadrinhamento. A primeira turma é voltada, exclusivamente, para o apadrinhamento de adolescentes e crianças a partir dos 10 anos de idade, cuja etapa de entrevistas com os candidatos a padrinhos/madrinhas terá início em abril.

O objetivo do Programa é proporcionar experiências e referências afetivas, tanto familiares quanto comunitárias, para aquelas crianças e adolescentes abrigados que apresentam possibilidades remotas ou inexistentes de adoção.

É importante que os interessados em tornarem-se madrinhas ou padrinhos afetivos saibam que apadrinhar uma criança ou adolescente não é o mesmo que adotá-lo, e que estes candidatos não podem integrar o cadastro de habilitados à adoção.

Mais informações pelos telefones 32283969, 32261559 e 99854015 e/ou pelo e-mail paapoa@yahoo.com.br.

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Ministérios Públicos ouvem sociedade e traçam diretrizes para defesa dos direitos humanos nos próximos dez anos

9 de fevereiro de 2010

Ouvir a sociedade para aprimorar a atuação dos Ministérios Públicos na defesa dos direitos humanos. Este foi o objetivo do debate, promovido pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul como parte da programação do Fórum Social Mundial, na manhã desta quinta-feira, 28. Com o tema “Ministério Público e Direitos Humanos: a década que passou e a década que virá”, representantes de Ministérios Públicos Estaduais, do Ministério Público Federal, além dos Ministérios Públicos de Contas, do Trabalho e Militar avaliaram os dez últimos anos e deram início ao planejamento da próxima década para este segmento. O encontro ocorreu no Palácio do Ministério Público.

Na abertura do debate, a procuradora-geral de Justiça, Simone Mariano da Rocha, ressaltou a importância do momento, marcado pelos dez anos do Fórum Social Mundial e pelos cinco anos da confecção da Carta de Porto Alegre. O documento foi elaborado em 2005 por Promotores e Procuradores de Justiça, no Primeiro Encontro Nacional do Ministério Público e Direitos Humanos, fixando um planejamento para atuação neste segmento. Ao projetar a década, ressaltou que “há muitos desafios e muitos obstáculos a serem vencidos, mas há pessoas dispostas a encontrar soluções para superá-los”. Assim, a Procuradora-Geral destacou que “é preciso saber o que a sociedade civil pensa sobre a atuação do MP”. E salientou: “Isto será fundamental para o aperfeiçoamento do trabalho na construção de um futuro profícuo para o Ministério Público do Brasil, enquanto agente de proteção dos direitos fundamentais”.
O mesmo foi destacado pela procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Gilda Pereira Carvalho, que reforçou a necessidade de interlocução com a sociedade para conquistar avanços nesta área.

MINISTÉRIO PÚBLICO E A PROMOÇÃO DA DEMOCRACIA

O papel do Ministério Público na defesa da democracia, como forma de garantir acesso aos direitos humanos, foi um dos tópicos do debate. Para o procurador-geral de Justiça do Paraná e presidente do Conselho Nacional dos procuradores-Gerais, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, “é papel profissional, legal e ético da Instituição zelar pela democracia e participar da promoção dos direitos humanos. E para além do discurso, é preciso lutar para defender a sociedade”, completou.

O evento teve, ainda, a participação do sociólogo português Boaventura de Souza Santos, que também salientou a relevância da Instituição como promotora da democracia, papel a ele confiado quando a Constituição de 1988 foi promulgada. “O Ministério Público é instrumento fundamental para defender a democracia e fazer avançar as lutas sociais”, disse, ao pedir posicionamento na atuação em prol dos direitos humanos.

PROGRAMA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS

O 3º Programa Nacional de Direitos Humanos também foi debatido durante o encontro promovido pelo Ministério Público Gaúcho. Um dos relatores do PNDH, Marcos Rolim, traçou um histórico do plano e esclareceu pontos que são alvo de polêmica sobre o texto e solicitou aos Ministérios Públicos envolvimento no debate sobre o tema.

PROPOSTAS

Abertura para diálogo e maior aproximação da sociedade foram os principais tópicos abordados nas sugestões feitas pelas entidades sociais aos Ministérios Públicos. Atenção para questões como discriminação e atos de violência em diferentes segmentos; tortura e opressão política; exigência da garantia de acesso à alimentação, saúde, educação e moradia; maior acompanhamento de crianças e adolescentes vítimas de violência; cobrança de políticas ambientais e atenção para vítimas de efeitos climáticos.

Ao todo, 21 entidades se manifestaram, expondo problemas enfrentados por diferentes segmentos sociais e propondo ações para qualificar esta atuação. De acordo com o coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos, Francesco Conti, as propostas serão estudadas e avaliadas por Promotores e Procuradores de Justiça para concretizar ações na defesa dos direitos fundamentais.

Fonte: Agência de Notícias do MP do RS, 28/01/2010

O Instituto Amigos de Lucas esteve representado no evento pela sua presidente Rosi Prigol, que apresentou a seguinte manifestação no debate:

  • Qual  a avaliação que sua entidade e/ou movimento faz da atuação dos Ministérios Públicos Estadual, Federal, do Trabalho, de Contas e Militar, destacando aspectos positivos e negativos?

Desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, o Ministério Público passou a ter papel fundamental na promoção da cidadania. Nesses 21 anos, muito se evoluiu. Muitos direitos foram assegurados em razão da atuação do MP, mas muito se deixou de fazer.

Na área de atuação do INSTITUTO AMIGOS DE LUCAS, que é a defesa dos direitos da criança e do adolescente, atuação essa que se justifica pelas lacunas existentes no sistema de proteção à criança e ao adolescente, ainda enfrentamos uma morosidade muito grande nos processos judiciais envolvendo os menores.

No Estado do Rio Grande Sul, há dezenas de abrigos e centenas de crianças abrigadas, muitas delas sem definição da sua situação jurídica. Em razão disso, não podem voltar para a família de origem nem serem encaminhadas à guarda de alguém da família extensa ou mesmo à adoção. Tolhe-se o direito básico de convivência familiar e comunitária dessas crianças e adolescentes. Encapsula-se um potencial que só poderia ser desenvolvido se essas crianças e adolescentes convivessem em uma família. Geram-se adultos que, se alguém, lá atrás, tivesse garantido o seu direito de conviver em família e não em um abrigo, poderiam ter um futuro bem diferente. Esse “alguém” é o agente do Ministério Público, figura responsável reivindicação da legalidade e dos direitos dos desvalidos.

Hoje, temos crianças que são retiradas do acolhimento familiar, figura jurídica criada para todo País através da Lei nº 12.010/2009, dita Nova Lei da Adoção, mas já existente em Porto Alegre através do programa Famílias Acolhedoras, e jogadas em abrigos, só porque o sistema ainda não absorveu os novos direitos das crianças e adolescentes e ainda se prende à velha cultura de que criança agredida ou negligenciada tem que ser segregada da sociedade e posta em um abrigo enquanto se decide o seu futuro. Violam-se seus direitos e não vê a atuação da MP para corrigir tal ofensa.
Também há os casos de Ações de Destituição do Poder Familiar que, apesar da recomendação, não são propostas. Quando o são, não são agilizadas, “esquecendo-se” a prioridade absoluta que têm a criança e o adolescente.
É aí que entra a sociedade civil organizada, que, compadecida com essa situação, reúne pessoas abnegadas que decidem fazer a diferença em favor de quem pouco pode de quem é o destinatário máximo dos direitos: a criança e o adolescente. Tudo porque o Poder Público, e aí falamos de todas as esferas – Executivas, Legislativas, Judiciárias e Ministério Público – não cumprem seu papel.

  • Quais as propostas que sua entidade e/ou movimento faz para a atuação dos Ministérios Públicos Estadual, Federal, do Trabalho, de Contas e Militar?

Uma maior atuação dos agentes do Ministério Público Estadual, devidamente amparados e fiscalizados pela entidade Ministério Público, nos processos judiciais relativos a crianças e adolescentes, de modo que sua situação sócio-jurídica seja definida com a prioridade que lhe é inerente e, assim, possam os menores ter garantido seu direito à convivência familiar e comunitária, sendo protegidos, criados e estimulados no seio de uma família.

Por fim deixo uma pergunta para pensar:

Como podemos ter pais mais conscientes se eles sequer tiveram a chance de serem filhos?

“Deus nos fez perfeitos. ELE não escolhe os capacitados mas, capacita os escolhidos.
Fazer ou não algo, só depende do nosso discernimento.”

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Jornal da Record denuncia escritório de advocacia que cobra para acelerar o processo de adoção

8 de fevereiro de 2010

Um escritório de advocacia de Ribeirão Preto, cidade do interior de São Paulo, estaria oferecendo um serviço de “intermediação” para agilizar o processo de adoção ao custo de R$ 10 mil, de acordo com denúncia do Jornal da Record divulgada em 02/02/2010.

O IAL esclarece que, no Brasil, não há custos financeiros para o processo de adoção: a inscrição, a avaliação e o acompanhamento, realizados por instância oficial, são absolutamente gratuitos.

Entendemos que cabe à Justiça e ao Ministério Público a investigação da denúncia. Este blog reproduz, a seguir, o vídeo divulgado no site da Rede Record.

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Desembargador de Pernambuco lança livro sobre a nova Lei da Adoção

3 de fevereiro de 2010

“Comentários à nova lei nacional da adoção” é o livro escrito pelo  desembargador Luiz Carlos Figueirêdo.  A obra, publicada pela editora Juruá (www.jurua.com.br), analisa os aspectos inovadores e os retrocessos da lei 12.010/2009, que trouxe mudanças ao sistema brasileiro de adoção.

O desembargador Luiz Carlos Figueirêdo foi o coordenador nacional da Comissão Pró-Convivência Familiar e Comunitária, que elaborou o anteprojeto da nova norma. O magistrado também participou dos debates ocorridos no Congresso Nacional durante os seis anos da tramitação do projeto.

De acordo com o autor, entre os pontos positivos da nova lei, destaca-se a regulação de toda a convivência familiar e não apenas a adoção. A instituição de cadastros estaduais e nacional de adotantes e de crianças e adolescentes em condições de serem adotadas e a definição de que a criança ou adolescente deve ser ouvido por equipe interprofissional, sendo obrigatória a sua concordância, se maior de 12 anos, para qualquer forma de colocação em família substituta são outras definições estabelecidas pela nova norma ressaltadas pelo desembargador.

O livro aborda ainda questões como a não assimilação da proposta original de criar uma lei específica sobre adoção. O excessivo rigor para adoções fora do cadastro é outro tema tratado pelo autor, que vê o fato como um estímulo às adoções ilegais.

Fonte: Ascom TJPE, 1/2/2010

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Casal perde a guarda da filha adotiva após três meses com a menina

21 de janeiro de 2010

Quando a nova lei de adoção entrou em vigor no fim do ano passado, foi comemorada. Afinal, ela veio para facilitar a vida das crianças e dos casais na fila de adoção. Mas para um casal do Rio de Janeiro foi diferente, foi um drama.

A criança que Kátia e Cícero sempre sonharam ter apareceu na vida deles em junho do ano passado.

“Ela chegou aqui cheia de piolho, com o cabelinho cortado, muito cortado. Parecia quase careca, parecia um menino. Magrinha, cheia de vermes, com uma barriga enorme. Nós levamos ao médico, nós cuidamos”, conta a professora Cátia Regina da Costa Bispo.

“A gente não adotou, nós geramos essa criança no nosso coração”, diz o servidor público Cícero de Carvalho Bispo.

“Desde que ela veio para cá, quando a gente pegou, ela já chamava a gente de pai e mãe”, acrescenta Cátia.

“Essa criança faz parte da gente. Tirar? Por quê?”, questiona Cícero.

Durante três meses, a menina deixada para adoção pela mãe biológica na cidade de Jerônimo Monteiro, no Espírito Santo, ficou com o casal do Rio de Janeiro em uma casa. Eles tinham a guarda provisória da criança. Um telefonema, às vésperas do aniversário de 4 anos da garota, mudou tudo.

“Estavam dizendo que nós teríamos que devolver nossa filha em 24 horas, se não nós seríamos presos. Falou que teve um erro, um negócio de fila, mas não explicou claramente o que foi. Eu expliquei para ela a situação: ‘eu não posso levar minha filha, não posso porque a gente está fazendo uma festa para ela, a festa dela vai ser dia 7, ela faz aniversário”, lembra Cátia.

A devolução da menina foi adiada em um dia. A festinha aconteceu. E só não foi totalmente feliz para Kátia e Cícero, que esconderam a notícia do resto da família.

“Quando eu podia eu chorava quietinha lá no meu canto”, lembra Cátia.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Espírito Santo, o juiz anulou a guarda provisória porque, ao consultar o Cadastro Nacional de Candidatos a Adoção, encontrou casais habilitados para ficar com a criança na própria cidade.

Por coincidência, foi na semana de aniversário da menina que entrou em vigor a nova lei de adoção, que dá prioridade aos casais da mesma região da criança e exige o respeito à ordem dos candidatos na fila do cadastro nacional.

“A lei determina a obediência ao cadastro, mas tem algumas exceções. Esse casal tinha a guarda legal dessa criança, que foi dada pelo juiz. Se eventualmente não foi respeitada a lista, eventualmente foi indevida. Nós temos que pensar na criança. Então, se alguém agiu indevidamente, a criança não pode ser punida, não pode ser retirada do lar onde está, onde ela já se identifica como tal”, diz a especialista em direito de família Maria Berenice Dias.

A nova lei também exige que sejam tentadas todas as possibilidades de conseguir algum parente, alguém da família biológica, para ficar com a criança antes de ela ser posta para adoção.

“O espírito é primeiro buscar a família. Independente de isso eventualmente causar algum tempo de demora a mais”, afirma a conselheira do Conselho Nacional de Justiça Morgana Richa.

O juiz do caso decidiu, então, deixar a menina com o tio da mãe biológica, até definir de quem será a guarda definitiva.

O tio conta que não tem condições de ficar com a criança. “Vou ter que pagar uma empregada para ficar com essa menina. Na minha opinião, esse casal tinha que ficar com o casal do Rio. Eles têm toda condição de tratar a criança”, diz o tio e auxiliar de caminhoneiro Levi de Oliveira.

Cátia e Cícero entraram com recurso. O Tribunal de Justiça do Espírito Santo afirma que o pedido será julgado em breve e a decisão vai definir quem fica com a criança.

Enquanto espera, Cátia preparou um álbum de fotos para dar à menina. “Escrevi assim para ela: ‘filha, nunca se esqueça de nós. Te amamos muito, sentiremos muito a sua falta, mas estamos com muita fé em Jesus de que em breve estaremos juntas outra vez e para sempre. Beijos, do papai e da mamãe’. Isso aqui eu quero mandar para ela, eu tenho medo que ela se esqueça da gente”, diz Cátia, com muita tristeza.

Fonte: Reportagem do Fantástico, 21/01/2010.

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Passando a limpo

6 de janeiro de 2010

O Instituto Amigos de Lucas acompanhou ao longo do ano, as estatísticas das adoções realizadas em 2009 no Rio Grande do Sul divulgadas no site do Tribunal de Justiça.

Mês Adoções do Cadastro Adoções Diretas
Janeiro 14 30
Fevereiro 24 44
Março 19 32
Abril 21 41
Maio 15 62
Junho 25 51
Julho 31 59
Agosto 18 49
Setembro 22 31
Outubro 6 79
Novembro 15 65
Dezembro 2 8
TOTAL 212 551

Um aspecto que chama a atenção é a quantidade de adoções diretas em relação às adoções do cadastro, que foi mais que o dobro em 2009.

Constatamos que no mês de dezembro, com a nova lei da adoção em vigor desde 03/11, a quantidade de adoções diminuiu drasticamente se comparada com o mesmo período de 2008: foram apenas 10 adoções em 2009 contra 51 em dezembro de 2008. Comparando com o ano de 2008, a quantidade total de adoções diminuiu e a quantidade de adoções diretas aumentou.

O acesso aos dados estatísticos de adoções, publicados no site da Justiça da Infância e da Juventude do Estado do Rio Grande do Sul, é público, basta acessar http://jij.tj.rs.gov.br/jij_site/jij_site.wwv_main.gohome.

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